Episódio 7 – Militarismo na Rússia e Dia da Vitória na II Guerra Mundial

No episódio 7 do podcast Café Com Kremlin, falamos sobre militarismo na Rússia, tendo como pano de fundo o 9 de maio na Rússia, que é o feriado do Dia da Vitória, quando o país celebra a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na II Guerra Mundial – ou Grande Guerra Patriótica, como chamam os russos.

 

–> Imagens da celebração do Dia da Vitória em 2015, Moscou:

–> Canal Zvezdá, do Ministério de Defesa da Rússia:

https://tvzvezda.ru/

–> Livro recomendando pelo Filipe Barini:

Written in the Dark: Five Poets in the Siege of Leningrad, editado por Polina Barskova

 

Anúncios
Publicado em Uncategorized | 2 Comentários

Episódio 6 – Rússia e EUA: duas narrativas sobre a Síria

Neste sexto episódio do podcast Café Com Kremlin, contamos com a ilustre participação do amigo Guga Chacra, comentarista de Oriente Médio da Globo News e colunista do Globo e do Estadão.

Conversamos com o Guga sobre as conflitantes narrativas contadas por Washington e por Moscou a respeito do conflito na Síria. E faltou muita coisa ainda. Falou falar de Turquia. Faltou falar da Europa. Mas a ideia era focar em EUA e Rússia. Outros podcasts virão pra falar de Damasco.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Episódio 5 – Calça branca, macacos selvagens, Escrava Isaura… – o que os russos sabem do Brasil?

Neste quinto episódio do podcast Café Com Kremlin, conversamos sobre os estereótipos que os russos têm sobre o Brasil. Além de Carnaval, futebol e praia, eles associam o Brasil a calça branca, macacos selvagens, lambada, Escrava Isaura… Calma! Calça branca? Macacos selvagens? De onde eles tiraram isso? A gente explica tudinho no podcast.

Ah. Durante a conversa, a gente falou sobre a versão russa da nossa música “Tic Tic Tac:. Conforme prometemos, aí vai o clipe:
www.youtube.com/watch?v=EW93pojria8

 

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Episódio 4 – Papel de gênero na sociedade russa

Nosso quarto episódio do podcast Café Com Kremlin fala sobre o papel de gênero na sociedade russa. Tema complexo e que ainda vai merecer muitas outras conversas.

 

Publicado em Uncategorized | 2 Comentários

Episódio 3 – Repercussão da tragédia na Sibéria, sanções ocidentais contra a Rússia e Copa do Mundo

Nosso terceiro episódio do podcast Café Com Kremlin fala da tragédia na cidade russa de Kemerovo e como o assunto repercutiu internamente e internacionalmente. Um incêndio em um shopping da cidade deixou 64 vítimas fatais, incluindo 41 crianças.

Falamos ainda sobre a decisão coordenada de mais de vinte países ocidentais de expulsar ao mesmo tempo mais de cem diplomatas russos. A decisão foi tomada um dia após a tragédia no shopping russo.

E terminamos falando de Copa do Mundo. Helen, Filipe e eu fomos aos amistosos em Moscou e São Petersburgo e contamos pra vocês como estão os estádios da Copa.

 

Publicado em Uncategorized | 2 Comentários

Episódio 2 – Reeleição de Putin, crise diplomática entre Londres e Moscou e Copa do Mundo

 

Nosso segundo episódio do podcast Café Com Kremlin fala da avassaladora – mas que não chega a ser surpreendente – vitória de Vladimir Putin nas eleições presidenciais russas. Analisamos os números, o comparecimento às urnas e a oposição.

Conversamos ainda, brevemente, sobre o novo capítulo da crise entre Reino Unido e Rússia. Boris Johnson disse que a realização da Copa do Mundo pela Rússia de Putin pode ser comparada à realização da Olimpíada de 1936 pela Alemanha de Hitler.

E terminamos batendo um papo sobre o amistoso entre o Brasil e a Rússia, em Moscou, na sexta, 23/03. E também sobre como a Rússia está preparada para receber os turistas pr’esta Copa do Mundo. Será que é fácil se virar no país sem falar russo?

 

 

Publicado em Esporte, Política, Sociedade, Uncategorized | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário

Podcast Café Com Kremlin – Eleições Presidenciais da Rússia – Episódio 1

 

 

Nasceu.

Hoje, começamos o podcast Café Com Kremlin. Somos três amigos – Helen Almeida, Filipe Barini e eu, Sandro Fernandes. Três pessoas que moram ou moraram na Rússia, interessados em tudo sobre o maior país do mundo.

Nós decidimos começar este podcast pra tentar destrinchar um pouco a Rússia. Todo dia, quando a gente liga a televisão ou abre o jornal, tem notícia da Rússia. Mas o que é a Rússia? Quem é a Rússia? Quem são os russos? A gente vai falar muito de política, mas também de economia, de sociedade, de curiosidades, de Copa do Mundo e do que vcs pedirem e o que aparecer nas nossas cabeças. O espaço aqui vai ser de troca de figurinhas – uma troca democrática e respeitosa.

Este é o nosso primeiro podcast.  já achamos erros de edição, um erro de áudio na gravação – acho que todo mundo notou hehe – e muitos outros probleminhas.

Por enquanto, ficaríamos felizes com opiniões de vocês a respeito do conteúdo. Ficou claro? Compreensível? Muito confuso? Muito rápido? Muito lento?

Espero ver todo mundo aqui, no Podcast Café Com Kremlin, semana que vem. 🙂

 

Publicado em Uncategorized | 10 Comentários

Resultado de eleições parlamentares reforça intenção da Ucrânia de se aproximar da União Europeia

Com 99,87% dos votos apurados das eleições parlamentares do último domingo (26), os ucranianos confirmaram nas urnas o desejo de aproximação com a União Europeia e de distanciamento da Rússia. O presidente Petro Poroshenko antecipou as eleições, que seriam realizadas somente em 2017, com o objetivo de “limpar o Parlamento da influência do ex-presidente Victor Yanukovich”, deposto em fevereiro deste ano.

Para Vadim Karasyov, diretor do Instituto de Estratégias Globais de Kiev, a antecipação das eleições “favoreceu enormemente os partidos pró-Ocidente”, já que o pleito acontece em meio a um crescente sentimento anti-Rússia na Ucrânia. “Não estou dizendo que seja bom ou ruim. É apenas uma constatação. As vontades e necessidades dos ucranianos mudaram muito rapidamente. Não houve muito tempo para reflexão, mas as pessoas esperam que a mudança seja positiva”.

Os três partidos que obtiveram mais votos defendem o ingresso do país na União Europeia. O partido Frente Popular, encabeçado pelo atual primeiro-ministro Arseni Yatseniuk, chegou na dianteira, com 22,15% dos votos, seguido de perto pelo partido Bloco do Poroshenko, liderado pelo atual presidente Petro Poroshenko, com 21,82%. Em terceiro lugar, veio o Partido Samopomich (Autosuficiência, em tradução livre), com 10,97% dos votos, que tem como líder Andriy Sadovyi, prefeito de Lviv, no oeste do país, um dos bastiões pró-Europa da Ucrânia.

Os três partidos juntos chegam à marca de 54,94% dos votos “São partidos pró-Ocidente, anti-Rússia, nacionalistas e que defendem valores tradicionais e conservadores”, explicou Karasyov. “Um lado bastante positivo deste resultado é que os três partidos se comprometem com a resolução pacífica do conflito no leste da Ucrânia”

Segunda a lei eleitoral ucraniana, apenas os partidos que atingem um mínimo de 5% de votos podem ser representados no Parlamento. Desta forma, dos 29 partidos que estavam na disputa, somente seis irão eleger parlamentares.

O Bloco de Oposição, único partido pró-Rússia que conseguiu atingir a marca mínima para eleger parlamentares, terminou em 4° lugar, com 9,41% dos votos.

O Parlamento contará ainda com o Partido Radical de Oleg Lyashko, com 7,44% dos votos, e o Partido União de Toda a Ucrânia, também conhecido como Partido da Pátria, com 5,68%, de Yulia Timoshenko, ex-primeira-ministra da Ucrânia. Ambos os partidos são pró-Ocidente e defendem que o fim do conflito no leste do país deve ser à base da força.

Em seu primeiro discurso como líder vitorioso das eleições parlamentares, o primeiro-ministro Yatseniuk propôs uma aliança entre os cinco partidos pró-Ocidente que conseguiram assentos no Parlamento. A coalizão teria 68,06% dos votos e se chamaria “Ucrânia Europeia”. Segundo o primeiro-ministro, o nome é “em homenagem às pessoas que lutaram na Maidan (principal praça de Kiev)”. E concluiu: “As pessoas esperam que a gente cumpra o acordo entre a Ucrânia e a União Europeia e que a Ucrânia se torno um país europeu”. Yatseniuk pretende formalizar todas as alianças no prazo de 20 dias.

O líder do partido Bloco de Oposição, Yuriy Boiko, que representa a única força pró-Rússia do novo Parlamento, prometeu “colaborar com o governo em assuntos-chave” e garantiu o apoio a qualquer plano que leve à paz no leste do país.

Guinada irreversível ao Ocidente

O cientista político Dmitry Porenko acredita que o povo ucraniano deixou um recado claro nas urnas. “Em 2012, tínhamos um país dividido, com o leste pró-Rússia e o oeste pró-Europa. Agora, temos pouquíssimas regiões que ainda estão sob a influência russa. Na verdade, quase exclusivamente quatro regiões do extremo leste: Kharkiv, Luhansk, Donetsk e Zaporizhia”, analisa Porenko.

Ucrânia nas eleições parlamentares de 2012 e 2014 (em laranja, o apoio a partidos pró-Europa, em azul, pró-Rússia)

Ucrânia nas eleições parlamentares de 2012 e 2014 (em laranja, o apoio a partidos pró-Europa, em azul, pró-Rússia)

Para ele, no entanto, o mais importante é o fato de os ucranianos não terem legitimado nas eleições partidos que não queiram o diálogo. “O partido Svoboda, por exemplo, quase chegou aos 5% exigidos. O discurso deles está muito mais moderado do que antes, mas mesmo assim eles não lograram eleger nenhum representante. Ninguém quer alimentar o ódio. O partido Setor Direita também também não conseguiu eleger parlamentares”. E completa: “É verdade que havia muitas forças extremistas durante os protestos, mas não é a maioria da população. Quem lê as notícias russas pensa que os ucranianos estão apoiando fascistas, mas esses (os fascistas) são uma minoria”.

O Svoboda teve 4,71% dos votos e o Setor Direita, 1,80%. Ambos foram grupos ativos nos protestos na praça Maidan, de Kiev, e são acusados de extremismo e nacionalismo.

O bloco do Poroshenko declarou esta semana que não exclui a possibilidade de chamar o Svoboda para compor a coalizão pró-Europa, já que o partido representa algumas das aspirações dos protestos da Maidan.

A conversa com o Setor Direita não é vista como algo viável. “Eles não apóiam a integração da Ucrânia com a União Europeia nem a aproximação com a Rússia. O partido diz que os dois lados teriam apenas ‘ambições imperialistas’ com a Ucrânia”, explica Porenko. O Setor Direita é apontado ainda como antissemita e de flertar com a ideologia nazista. “Com o Setor Direita, não haverá possibilidade de diálogo. E que bom que os ucranianos entendem isso”.

A vontade de distanciamento da Rússia também foi evidenciada pelo baixo apoio ao Partido Comunista da Ucrânia (KPU, na sigla em ucraniano). O partido terminou em oitavo nas eleições, com apenas 3,87% de votos e, pela primeira vez na história do país, não terá um representante no Parlamento. “Isso é uma recado claro que os ucranianos estão dando à Rússia. É uma guinada irreversível ao Ocidente. O Partido Comunista da Ucrânia foi contra a deposição do (ex-presidente) Yanukovich, contra os protestos na Maidan e apoiou a anexação da Crimeia pela Rússia, além de financiar os separatistas do leste”, conta Porenko. Nas eleições do último domingo, o KPU obteve 11,88% dos votos em Luhansk e 10,05% em Donetsk, as regiões pró-Rússia, quase o triplo da média nacional.

O Parlamento Europeu declarou que a “impressão geral (das eleições) foi positiva”, citou a “clareza do processo” e destacou que “o povo ucraniano e as autoridades (do país) claramente escolheram a paz”. O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que reconhecerá as eleições parlamentares. “É muito importante que surjam na Ucrânia autoridades que não se dediquem aos reais problemas do país”, disse o chanceler russo.

Eleições no leste do país

Os líderes da autoproclamada Novarrússia (Donetsk e Luhansk) organizam eleições regionais no próximo domingo (2), onde pretendem escolher seus próprios parlamentares e presidentes, sem a interferência do governo central de Kiev.

O governo ucraniano havia concordado em conferir maior autonomia ao leste do país e definiu a data das eleições regionais para o dia 7 de dezembro. Os separatistas não concordaram e mantêm a data do pleito na região para o dia 2 de novembro, uma semana depois das eleições parlamentares na Ucrânia.

Kiev não reconhecerá o resultado. O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, disse que a votação viola a constituição ucraniana. A União Europeia também alertou que as eleições no leste do país não são legítimas e que “sabotam o acordo de paz”, assinado em Minsk (Belarus). A Rússia já informou que reconhecerá as eleições organizadas pelos separatistas.

Desde a assinatura do cessar-fogo, em 5 de setembro, pelo menos 300 pessoas foram mortas no leste da Ucrânia.

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , | 9 Comentários

1914-1975: através do álbum de fotos do avô de uma amiga russa

A partir de hoje, o blog Café com Kremlin se muda temporariamente para o leste da Ucrânia. Mas antes de começar a falar sobre os recentes conflitos na região, que desde abril está sob o controle de grupos separatistas pró-Rússia, resolvi compartilhar com vocês as fotos do álbum de uma das minhas melhores amigas.

Minha amiga se chama Olga Kozhevnikova, mora em Moscou e nasceu em Luhansk, no final da década de 50, durante a União Soviética. Luhansk é uma das regiões do leste da Ucrânia mais atingidas pelos conflitos entre insurgentes e forças do governo ucraniano deste ano. Mas não falemos disso agora.

Olga me enviou esta semana fotos do álbum do seu avô – Aleksandr Vasilyevich Druzhinin. Vovô Sasha, como era chamado e como chamarei aqui na postagem, nasceu em 1897. Seu pai era alfaiate e sua mãe uma nobre. Sasha foi bolchevique durante a Primeira Guerra Mundial e lutou também na Segunda Guerra Mundial.

Olga me contou que seu avô lhe ensinou algo que ela guarda para toda a vida – “O mundo não está polarizado entre branco e negro. Há sempre nuances”.

Como começaremos a falar aqui no blog sobre a guerra civil do leste da Ucrânia, que já deixou mais de 2 ml mortos em quatro meses, acho que o ensinamento do vovô Sasha serve como primeira reflexão – não há mocinhos nem bandidos claramente definidos nesta história.

Nos próximos posts, dividirei com vocês o que eu vou vendo e vivendo aqui em Donetsk, mas por hoje, ficaremos com fotos do vovô Sasha e da família da minha amiga Olga.

** PS: A legenda das fotos está em forma de rascunho e incompleta. Não estou conseguindo editar, mas espero conseguir em breve. De qualquer maneira, não há nenhum erro, apenas falta informação. 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Publicado em Uncategorized | 5 Comentários

Copa na Rússia – eu vou! (post 3)

O que será que os russos fazem no dia a dia que causa estranhamento aos brasileiros? E o contrário? Antes de viajar, é sempre bom conhecer os hábitos do destino e evitar situações desconfortáveis.

Este post vai ser atualizado aos poucos porque, obviamente, há inúmeras diferenças culturais curiosas. Espero colaborações daqueles que já conhecem bem os russos (e dos russos que conhecem os brasileiros):

1) Dois beijinhos? Três beijinhos? Ou sem beijinho?

Lembro como se fosse hoje o dia em que um amigo meu de Rondônia, gente boa até o último fio de cabelo, veio me visitar em Moscou. Naquela época, eu dividia apartamento com uma russa de Kirov. O amigo brasileiro chegou todo feliz e quando foi apresentado à minha companheira de apartamento, ele não pensou duas vezes – abraçou e beijos e sorriu, como fazemos sempre no Brasil até mesmo com desconhecidos.

Ele estava tão contente por estar Moscou que não percebeu que a pobre menina russa não estava nem um pouco à vontade com aquela efusão de alegria e simpatia a la brasileira.

A regra é:

– Entre homens, aperto de mão é o costume;

– Entre mulheres, um “Oi” com a cabeça é suficiente;

– Entre um homem e uma mulher, NÃO há beijinho. Talvez uma russa mais ocidentalizada não se surpreenda em ser cumprimentada com beijos, mas a regra geral é apenas fazer um movimento com a cabeça. Até mesmo um aperto de mão pode causar desconforto.

Ou seja, nada de sair distribuindo beijos de “Prazer em conhecer” pela Rússia, brasileirada.

2) Sapatos em casa? Nem pensar.

Assim que chegar à casa de qualquer pessoa, tire os sapatos. Você anda de meia, descalço ou coloca um dos chinelinhos (“tapochki”) que todos os russos têm para as visitas na entrada. Andar de sapato em casa é sinal de desrespeito, já que você está trazendo toda a sujeira da rua pra casa. Este é um costume que adotei pra mim, em qualquer lugar. Higiene nunca é demais.

"tapochki"

“tapochki”

3) Cabelo liso pra festa? 

Enquanto no Brasil as meninas (ainda) alisam o cabelo quando vão a uma festa, na Rússia é o contrário: elas fazem o cabelo cacheado para ocasiões especiais.

4) Só estou dando uma olhadinha

Brasileiro em loja se acha o rei do espaço. Ele chega, já quer ser logo atendido, prova todas as roupas das coleções dos últimos 10 anos e… não compra nada. Tenta fazer isso na Rússia e você verá a cara dos vendedores. hehe A gente está mal acostumado ao serviço brasileiro, em que o cliente tem (em teoria) sempre razão. Na Rússia, não é assim.

5) “Rir sem motivo significa que você é bobo”

Esta é uma frase popular russa que todo mundo conhece – “Смех без причины-признак дурачины” (“Rir sem motivo significa que você é bobo”)

No Brasil, quando vamos comprar uma coxinha ou um anel de ouro, os vendedores sorriem. Quando entramos no ônibus, sorrimos para o trocador. Quando cumprimentamos o porteiro, sorrimos.

Na Rússia, rir tem que ter um motivo, uma razão. Rir somente “por não ter a vergonha de ser feliz” é muito sul-americano.

Isso não significa que os russos não sejam simpáticos. Só significa que não ficam mostrando os dentes pra qualquer um.

Eu – como bom brasileiro – não me adaptei a isso ainda e sorrio pra todo mundo.

6) Não temos troco

Se alguém não tem troco no Brasil, este alguém vai tentar trocar o dinheiro com todas as pessoas possíveis em um raio de 100km. Na Rússia, se não tem troco, o vendedor simplesmente vai te dizer que não pode vender o produto, sem nenhum esforço para resolver o problema.

7) Machismo de etiqueta ou cavalheirismo?

Em 99% dos casos, o homem paga a conta do restaurante para a mulher. E se ela for só uma nova amiga? Também. Espera-se que o homem pague a conta e ponto final. Tenho UMA amiga russa que sempre faz questão de dividir comigo a conta. As outras sabem que sou eu quem tem que pagar. Já ouvi até mesmo mulheres aqui dizendo que esta era uma atitude feminista, pois como os homens são privilegiados a vida inteira, nada mais justo do que fazer com quem eles paguem sempre as contas.

Os homens aqui abrem a porta de casa, da loja e do carro. E em transporte público, muitos deles cedem lugar às meninas – independentemente da idade.

8) Beijos em público

Durante o verão, os hormônios estão mais à flor da pele e você vê jovens se beijando de vez em quando. Fora do verão, a chance de ver um beijo na rua é quase nulo. Casais gays, NUNCA. Pode ser perigoso.

9) “Psiu”

Os russos não se aproximam das mulheres fazendo “Psiu” ou similares. Isso é coisa do macho latino. Aqui, este comportamento pega muito mal.

*** Colaborações: Julia Bobrova Passos, Danilo Prestes. Obrigado

Publicado em Sociedade | Marcado com , , , | 4 Comentários