Homem passeia pelo centro de Moscou com fuzil na mão sem ser parado pela polícia

O experimento de um ativista da oposição russa se transformou hoje (10) no assunto mais comentado na blogosfera do país. Pavel Tarasov andou ontem (9) pelo centro de Moscou com uma réplica de um fuzil de assalto AK-74 sem que um único policial o parasse para perguntar quem era ou o porquê de estar armado pelas ruas da capital russa.

“Se eu tivesse uma fita branca (símbolo da oposição russa) amarrada na minha mochila, eu não teria caminhado nem dez metros. Mas um homem andando com uma kalashnikov na rua não tem problema. Eu me pergunto: o que a polícia realmente faz?”, publicou Tarasov no seu blog.

O fotógrafo Vadim Tsibankov acompanhou o experimento e tirou fotos de Pavel ao lado de policiais. “Nenhum policial o parou. Foi engraçado e assustador ao mesmo tempo”, descreveu Tsibankov. E tudo aconteceu num dia de forte presença policial nas ruas de Moscou, convocados para conter a oposição russa que há quatro dias protesta contra a posse de Vladimir Putin e também como medida de segurança para as celebrações do feriado do Dia da Vitória, celebrado ontem na Rússia.

Mais de 700 manifestantes foram presos no domingo e na segunda-feira e houve confrontos com a polícia. Muitas testemunhas relataram a brutalidade policial injustificada nos últimos dias em Moscou, com abusos de poder e uso de força contra a população civil.

Dois importantes líderes da oposição, Alexei Navalny e Sergei Udaltsov, foram condenados ontem a 15 dias de prisão depois dos protestos da semana.

A oposição está incentivando seus simpatizantes a andarem pelo centro de Moscou esta semana com fitas brancas amarradas no braço ou na mochila. O próximo ato silencioso acontecerá nesta quinta-feira (10), às 19h30 locais (12h30 em Brasília), próximo ao bulevar Chistye Prudy, local da primeira manifestação, do dia 4 de dezembro do ano passado, contra os resultados das eleições legislativas na Rússia.

As autoridades de Moscou estão tratando estes “passeios silenciosos com a fita branca” como manifestações não-autorizadas.

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