Rússia e China vetam pela 3ª vez resolução do Conselho Segurança sobre Síria

Informações da Agência EFE

Rússia e China exerceram nesta quinta-feira pela terceira vez seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU ao votarem contra um projeto de resolução ocidental que ameaça impor sanções ao governo do presidente da Síria, Bashar al Assad.

Na votação, Paquistão e África do Sul se abstiveram, e os 11 restantes se pronunciaram a favor. Os países que apoiaram a medida foram Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Portugal, Colômbia, Guatemala, Índia, Azerbaijão e Togo, assim como o Marrocos, representante no Conselho de Segurança do grupo de países árabes nas Nações Unidas.

“Estou muito, muito triste. O que acontece na Síria está se estendendo. Havia 3 mil mortos e tivemos veto, 7 mil e veto, e agora 17 mil e um novo veto. Deveria ser perguntado a esses países quando aceitarão se mexer”, disse o embaixador da França na ONU, Gérard Araud, que acusou a Rússia de “querer ganhar tempo para que o regime de Assad possa esmagar a oposição”.

O diplomata francês fez duras críticas a Moscou e Pequim, que foram repetidas por outros diplomatas ocidentais, e assegurou que, ao exercer de novo o veto, os governos desses países “dão as costas à aproximação realizada pacientemente nos últimos meses” pelo enviado especial da ONU, Kofi Annan.

O projeto de resolução votado foi apresentado na semana passada por Reino Unido, EUA, França, Alemanha e Portugal com a ideia de aumentar a pressão sobre o regime de Damasco mediante a ameaça de sanções diplomáticas e econômicas, algo ao qual a Rússia se opõe frontalmente.

O texto, que também previa o mandato da Missão de Observação das Nações Unidas na Síria (UNSMIS) por mais 45 dias, ameaçava a aplicação de sanções sob o Capítulo VII da Carta da ONU se o regime não recuasse em até dez dias suas tropas nos centros urbanos e interrompesse o uso de armamentos pesados.

“É lamentável que este Conselho tenha sido incapaz de cumprir o papel para o qual foi estabelecido e que tem o dever de respeitar”, afirmou após a votação o embaixador do Reino Unido ma ONU, Mark Lyall Grant, que se disse “horrorizado” com o resultado e acusou Rússia e China de “pôr seus interesses nacionais acima das vidas de milhões de sírios”.

O embaixador britânico assegurou ainda que as autoridades russas e chinesas “fracassaram ao não fornecerem o apoio pedido” tanto por Annan como pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O duplo veto desta quinta-feira, que deixa no ar o futuro dos observadores internacionais na Síria, se soma aos já exercidos por Rússia e China em outubro do ano passado e fevereiro de 2012, quando também frearam iniciativas dos países europeus e os Estados Unidos para exercerem pressão sobre o regime ditatorial de Damasco.

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