Copa na Rússia – eu vou! (post 1)

Caros amigos do blog,

A Copa 2014 no Brasil acabou há pouco mais uma semana, mas já há uma legião de brasileiros sonhando com a Copa 2018 na Rússia. Fui convidado para participar de uma comunidade no Facebook chamada “Copa do Mundo Rússia – eu vou” (https://www.facebook.com/groups/Russia2018euvou) e muitas pessoas estão levando a sério a expressão “organizar com antecedência”. Talvez muitos desistam no meio do caminho, mas diante de tantas dúvidas a respeito da Rússia, resolvi criar este post para responder a algumas delas. Vamos lá?

– Visto

Brasileiros NÃO precisam de visto para ficar como turista até 90 dias na Rússia. Mas atenção: não é possível entrar somente com o RG (identidade). É necessário ter um passaporte válido. Rússia não é Mercosul e nossa identidade não tem nenhuma validade por lá. Vi esta dúvida no fórum e achei que seria bom esclarecer. De qualquer maneira, as autoridades russas prometeram que durante a Copa os torcedores não precisarão de visto. Resta saber se somentes aqueles com ingressos ou se a Rússia vai flexibizar a política de vistos durante o campeonato. Vale lembrar que os europeus precisam de visto pra visitar a Rússia. É um processo um tanto quanto burocrático e caro. Sorte nossa não precisar.

– Temperaturas

Frio. Sempre. Assustei? Pois é bem isso. Se você não for do sul do Brasil, com certeza vai “congelar”. Ué, mas não é verão em junho? Ergh… bem… sim… Mas é a Rússia. Há duas semanas, estávamos a 9°C em Moscou, em pleno mês de julho. E não faz calor? Faz, claro. Mas as temperaturas dificilmente passam dos 30°C por muitos dias seguidos. Segundo o site Pogoda.ru.net, as temperaturas médias, entre junho e julho, variam entre 12 e 24°C em Moscou, 11 e 22°C em São Petersburgo, 10 e 22°C em Kaliningrado, 12 e 24°C em Ecaterimburgo e 16 e 26°C em Sôtchi (palco das Olimpíadas de Inverno deste ano e cidade com clima mais agradável entre as cidades-sede). Ou seja, quem for à Rússia, mesmo no verão, tem que levar um casaquinho pelo menos à noite – cariocas levarão luva e cachecol (risos de um carioca). Uma opção é entrar no clima do país e beber vodka. Prometo: aquece.

Cidades-sede: entendendo a geografia

Cidades-sede Russia O Brasil é grande. Mas a Rússia é imensa. Somente para efeito de comparação, a Rússia é EXATAMENTE o dobro do Brasil, em extensão territorial (isso sem contar a Crimeia). Falemos de distâncias? A cidade-sede mais ao sul é Sôtchi, a 2,3 mil km da cidade mais ao norte, São Petersburgo. A cidade mais a oeste é Kaliningrado, a 3 mil km* da cidade-sede mais a leste, Ecaterimburgo. * 3 mil km equivale à distância aproximada entre Porto Alegre e Salvador).

Viajar de trem entre as cidades é bem simples e até mesmo barato, mas um pouquinho demorado.

Como comprar passagens de trem na Rússia? Eu tenho um post bem explicadinho sobre isso. Confira aqui: http://omundano.com/2013/01/03/como-viajar-de-trem-pela-russia/

– Acomodação (parte 1)

Este é sem dúvida o grande problema para os viajantes (melhor dito, para os mochileiros e pessoas que estão com o orçamento apertado). Há albergues na cidade, mas ainda estamos muito aquém da variedade de opções que há nos países da Europa ocidental, por exemplo.

Quase todas as pessoas que eu conheço ficaram no albergue Napoleon (http://www.napoleonhostel.com), que custa pouco mais de R$ 30 a noite. A localização é perfeita, bem no centro do meu bairro preferido de Moscou – Kitay Gorod. É uma área com muitos bares e restaurantes e, apesar de estar bem pertinho do Kremlin, os preços são acessíveis. O bairro é frequentado pela galerinha cool de Moscou, jovens descolados que falam vários idiomas e muitos expats.

Uma alternativa ainda mais barata é utilizar o site CouchSurfing (www.couchsurfing.org). A página funciona como uma rede de viajantes dispostos a receber desconhecidos (de graça) em suas casas em troca de um bom papo e (quem sabe?) uma nova amizade. A comunidade do CouchSurfing de Moscou é muito ativa e a chance de você encontrar um host, alguém que possa te acolher, é bem grande. A ideia do Couch Surfing não é apenas economizar alguns reais/dólares, mas realmente estar em contato com pessoas que possam te trazer uma perspectiva local da cidade, fugindo da atmosfera “Where are you from?” dos albergues. Conheci alguns dos meus melhores amigos pelo site do Couch Surfing e sempre recomendo!!

–> No centro, sem pagar uma fortuna

Nem todo mundo que está lendo o blog é mochileiro radical. Hotel em Moscou é bem caro, mas com alguma organização, é possível ficar no centro sem ter que roubar as moedinhas de nenhuma igreja.

Ibis tem provavelmente o melhor custo-benefício da cidade. Está localizado no coração de Moscou e custa R$ 350 a diária. Reserve com antecedência. O hotel tem o conforto básico, mas sem nenhuma extravagância.

Para hoteis melhores, mas na mesma faixa de preço, busque na zona de Izmayalovo (eles aparecerão facilmente em qualquer busca ordenada por “menor preço”, descartando os dormitórios de albergues). Hoteis com piscina e sauna podem custar os mesmos reais/rublos do Ibis. Quase todos ficam próximos ao metrô e em menos de 20 minutos você estará na Praça Vermelha. São as melhores opções quando você busca em sites como http://www.booking.com

Para os que estão com um orçamento mais, digamos, folgadinho, minhas três recomendações são:

– Ritz: o hotel tem um lounge-bar super legal no terraço, com uma vista sensacional da Praça Vermelha; o inconveniente é estar sempre cheio de celebridades e políticos. Muitas vezes, o hall principal tem tanta gente que parece o metrô carioca na hora do rush. E o staff nem sempre é muito simpático se você não for uma destas celebridades. O preço, óbvio, também está nas estrelas: R$ 1.800 pela diária.

– Hyatt Ararat: o interior parece um navio. E o restaurante no terraço é ótimo, também como uma vista muito boa (não tão boa como a do Ritz). Valores a partir de R$ 1.160.

– Metropol (não tem a chiqueza exagerada do vizinho Hyatt Ararat nem a vista do Ritz, mas um staff super simpático, a arquitetura Art Nouveau e uma ótima atmosfera fazem deste o meu hotel chique preferido de Moscou. Os valores começam em R$ 550, se você tiver sorte.

Próximos posts: camping, alimentação, idioma, cidades-sede, dinheiro, costumes e hábitos, vodka, lavanderia etc

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3 respostas para Copa na Rússia – eu vou! (post 1)

  1. Renan Nunes disse:

    Muito bom meu querido. Obrigado pelos esclarecimentos e estou ansioso pelo novo post. Faço parte do grupo também e vi algumas de minhas dúvidas sanadas aqui.

  2. Està sendo demais tomar uns cafés no seu blog, Sandro! Estou preparando uma viagem pra Russiia em Agosto/2015 e aproveitando todas as inùmeras dicas. Valeu demais!

  3. Pingback: 17 coisas que você só vê na Rússia | Viaje Sim!

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